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Notícias - Manaíra - PB

24/01/2018 | Autor: Ray Santana

A água que sacia a sede física e espiritual

O poder de uma oração incansável para que o problema hídrico fosse resolvido.

Grande parte das comunidades atendidas pela a ACEV/ ACEV Social vivem o mesmo drama de muitos sertanejos espalhados pelo nordeste brasileiro, a escassez da água. Um problema que parece não ter fim, e que na maioria dos casos ocorre por negligência do poder público.

Travessia: uma resposta de oração

Na Comunidade Travessia, que fica na zona rural do município de Manaíra, no sertão paraibano, a população viveu na pele os problemas provocados pelo período de estiagem. Sem os recursos hídricos necessários para uma vida sustentável na seca, muitas casas da vila, ou dos sítios no entorno dela, nem sequer possuem banheiros, porque não existe água.

Em 2016, a situação das 67 famílias que vivem no local chegou até o conhecimento da ACEV, que decidiu agir para amenizar os impactos da situação na comunidade. O resultado foi a perfuração de um poço com a construção de três chafarizes espalhados em algumas áreas para permitir o acesso das famílias à água. Isso tudo fruto da parceria com a EAB (Evangelical Action Brazil) e a Tearfund.

E a história não ficou por aí. Geraldina dos Santos Nascimento, agricultora que mora na parte da vila, no centro da comunidade, é a única evangélica de toda a Travessia. Ele afirmou orar por mais de 15 anos por dois pedidos específicos: a solução do problema da água e a chegada de uma igreja evangélica no local. A água era buscada em latas transportadas na cabeça. E questionada sobre a distância do trajeto percorrido ela responde “mais de hora, pra ir e vir”. Adultos, jovens, crianças, todos obrigados pela necessidade a carregar baldes de água por quilômetros para sobreviver.

“A gente botava (sic) os meninos, as crianças, pra ir [buscar a água]. Aí as crianças chegavam chorando sem poder… Não queria voltar pra trás [para casa]”, fala a agricultora em relação a volta com o peso das latas de água. “Não tinha em quê carregar né? Às vezes no jumento, mas nem toda hora o jumento ia tá (sic) pra gente carregar água”, continuou. 

Uma alternativa eram aguardar o caminhão pipa, que quando atrasava por algum motivo técnico deixava várias famílias sem ser abastecidas, como também explicou a agricultora Damiana Pereira Caetano, que mora ao lado do poço. Ela e toda a família ajudaram diretamente na construção do poço, auxiliando na perfuração e assistência à equipe.

Durante o 18º Avanço Missionário na cidade, que aconteceu em janeiro desse ano, a equipe de missionários pode conhecer de perto o projeto e a realidade das famílias assistidas. Na visita à comunidade, o pastor Gersé Oliveira, auxiliar de projetos da ACEV Social, que acompanhou o grupo reafirmou a partir desse exemplo a importância de trabalhar e viver a missão integral na igreja. “Aqui nós estamos proporcionando um bem comum para a comunidade, que é a água, mas também outro bem maior que é a água da vida, que é Jesus Cristo. O evangelho em palavras e em ações”, declarou.

O pastor ainda afirmou que nada foi barganhado, mas com o compromisso de transformar a realidade vivida no local. “Em momento algum nós dissemos: só vamos colocar o poço se vocês forem crente”, declarou diante da afirmação de Damiana ao grupo de missionários.



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